Amon Amarth se apresentou na fria noite deste sábado (27) em São Paulo. Mesclando muito bem as músicas clássicas da banda com as mais recentes, os suecos levaram seus fãs paulistas ao delírio no Tropical Butantã.
Com pontualidade britânica, o primeiro show da noite foi do Sinaya, banda paulista composta apenas por garotas, na ativa desde 2010. Com muita raiva e um som pesado, elas deram uma palhinha do que viria a seguir. Exatamente às 18 horas, a casa já estava bem cheia, elas entraram no palco e tocaram por cerca de 45 minutos.
Logo na sequência, às 19, foi a vez do Abbath subir ao palco. Em uma hora de apresentação, alguns problemas técnicos tiraram o sério do frontman. Logo após a segunda música, Abbath pediu para que não soltasse mais aquela fumaça de gelo seco. Porém, o pedido não foi respeitado, levando o cantor à fúria. Descontente, ele saiu do palco e, aparentemente, foi conversar com a organização do show. Duas músicas depois, voltaram a soltar a fumaça. Dessa vez, Abbath chamou o baixista, King, e o guitarrista, Silmaeth, para sair do palco. Pedido esse respeitado pelos integrantes. Apenas o baterista, Emil Wilksten, ficou no palco e fez um solo bem empolgante.
Ao retornar para o palco, Abbath e sua trupe conseguiram apresentar apenas mais uma música, pois o microfone do vocalista parou de funcionar. Ele tentava cantar, mas em vão. Depois do problema ser resolvido, o show seguiu sem maiores problemas - e sem bis também.
Previsto para entrar no palco às 20:20, o tão esperado Amon Amarth entrou no palco com, aproximadamente, dez minutos de atraso, que foi muito bem recompensado. O show foi aberto com Pursuit Of Vikings, sucesso absoluto do álbum Fate Of Norns, de 2004. Logo na sequência, sem rodeios, os suecos tocaram As Loke Falls, do Deciever Of The Gods, de 2014.
O português de Johan Hegg estava excelente. Hegg disse algumas coisas entre uma música e outra, o que levou os paulistas à loucura. Antes de Death In Fire, Hegg pediu para que o público fizesse barulho. A audiência não o impressionou muito. Por causa disso, Hegg provocou o público.
— Toquei ontem no Rio de Janeiro. Pra ser sincero, eles estavam mais animados do que vocês!
A plateia não gostou disso e começou a vaiar o cantor, que pediu mais barulho ainda.
— O povo de São Paulo é o mais louco que tem no mundo!
Por diversas vezes durante o show, Hegg se mostrou emocionado. Em todas as vezes que o sueco ouvia: “Olê, olê, olê, olê, Amon, Amon”, ele passava a mão apontando na plateia e, logo depois, batia no coração, com uma certa emoção no olhar.
Fechando a apresentação memorável com Twilight Of The Thunder God, do álbum homônimo de 2008, em um show que agradou a todos presentes, o Amon Amarth mostrou que é possível fazer um show pesado, mas com muito amor, vindo tanto do palco, quanto da platéia.
Setlist:
1. Pursuit Of Vikings
2. As Loke Falls
3. First Kill
4. The Way Of Vikings
5. At Dawn's First Light
6. Cry Of The Black Birds
7. Deceiver Of The Gods
8. Tattered Banners And Bloody Flags
9. Destroyer Of The Universe
10. Death In Fire
11. Father Of The Wolf
12. Runes To My Memories
13. War Of The Gods
Encore
14. Raise Your Horns
15. Guardians Of Asgaard
16. Twilight Of The Thunder God
