O Whanganui é o terceiro maior rio da Nova Zelândia, com 290 km de extensão e localizado na ilha norte do país. Também é muito importante do ponto de vista dos recursos naturais e para o povo maori. Após uma disputa legal de 140 anos — a mais antiga do país — o Whanganui ganhou os mesmos direitos jurídicos de um ser humano
O processo de reconhecimento ocorreu em março de 2017 e foi considerado pioneiro em todo o planeta
Na prática, o reconhecimento jurídico significa que o governo do país reconhece o Whanganui uma entidade viva com todos os direitos legais
Os maori afirmaram na época que essa foi uma vitória sem precedentes
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O reconhecimento foi tema de um documentário da revista americana The Atlantic
Em outras palavras, o rio não poderia ser considerado propriedade de alguém ou explorado por qualquer pessoa
Após a decisão, dois guardiões foram nomeados para representar o rio em seus assuntos legais
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Um deles foi nomeado pela coroa neozelandesa e outro pela tribo Whanganui iwi, do povo maori
Gerrard Albert, principal negociador dos maori junto ao governo, disse que o reconhecimento é natural
"O rio esteve conosco durante séculos. Nós, humano, não somos donos dos rios e florestas. Fazemos parte deles", disse Albert em entrevista ao jornal The Guardian
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Além disso, a decisão abre precedentes
É bem possível que outras tribos maori tentem coisas parecidas
"A lei estabelece como a visão de mundo maori funciona", reitera Albert
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Quando a decisão saiu, os representantes legais do rio ganharam o equivalente a R$ 210 milhões de reais
O dinheiro deve ser usado para obras de compensação a possíveis pontos de erosão do rio
Na verdade, a decisão não é exatamente única
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A área florestal de Te Urewera, na ilha norte do país, também é considerada uma entidade jurídica
A decisão foi tomada em 2014 e protegeu toda a área de exploradores
Além do rio e da floresta, outra entidade natural pode ganhar status parecido em breve
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Trata-se da montanha Taranaki
Em outros locais do mundo, existem movimentos parecidos. Indianos tentam fazer o mesmo com o rio Ganges e Yamuna. O mesmo foi feito por eleitores em Ohio, Estados Unidos, com relação ao Lago Erie
Mas até agora não se sabe se essas concessões terão força nos tribunais, se em algum momento guardiões processarem alguém por exploração ou coisa similar
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